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Na próxima terça-feira, 25, em Cáceres, várias organizações governamentais e não governamentais, realizam um manifesto pelo fim da violência contra as mulheres do munícipio e região. Na ocasião, srão apresentadas às autoridades várias demandas.

A programação prevê uma concentração a partir das 8h na Praça Barão do Rio Branco e um audiência com o prefeito Francis Maris (PMDB), às 10h30.

Veja abaixo a pauta de reivindicações:

Aos Bancos do Brasil e da Amazônia:

  • Agilidade e liberação do crédito Pronaf Mulher para as mulheres trabalhadoras rurais de Cáceres e as assentadas da Reforma Agrária do Assentamento Roseli Nunes, Assentamento Margarida Alves (Mirassol D’Oeste) e Assentamento Florestan Fernandes (Araputanga? Quatro Marcos).
Ao Prefeito Municipal de Cáceres e Delegacia Regional de Polícia Civil? Delegacia de Mulheres:
  • Apoio à organização social e atividades produtivas das mulheres na zona rural de Cáceres (Morraria, Assentamento Facão etc.).
  • Sistematização de dados do atendimento as mulheres vítimas de violência, contendo relatório semestral? anual contendo: a) tipo de violência; b)a idade da vítima, c) o agressor, d) localidade etc.
  • Casa abrigo para o atendimento às mulheres vítimas de violência.
  • Criar estrutura de atendimento Itinerante para as mulheres das comunidades rurais, com orientação e atendimento especializado.
  • Elaborar e implementar o Plano Municipal de Políticas para as Mulheres.
  • Criar a coordenadoria Municipal de Políticas para as Mulheres.
  • Estruturação da Delegacia Municipal da Mulher e capacitação dos agentes para um atendimento adequado as mulheres vítimas de violência.
  • Criar? facilitar estrutura de atendimento no PSF para as mulheres acampadas da Reforma Agrária, do Acampamento Kássio Ramos (Caranguejão), e atendimento médico in loco mensalmente para as famílias acampadas.
  • Transporte escolar para as crianças terem facilidade de acesso à educação no Acampamento Kássio Ramos.
  • Apoio técnico e financeiro aos empreendimentos econômicos solidários de geração de trabalho e renda às mulheres do campo e da cidade.
Ao INSS:
  • Garantia do direito de aposentadoria as mulheres acampadas com comprovação de mais de 15 anos de vínculo com a terra.
Ao INCRA:
  • Acesso a terra e moradia das famílias acampadas no Cássio Ramos.
  • Liberação das DAP’s para as mulheres assentadas.
  • Estímulo e implementação do Crédito apoio mulher para incentivo a organização produtiva e geração de renda das mulheres assentadas da Reforma Agrária.
  • Elaboração de chamada de ATER para as mulheres assentadas da Reforma Agrária.

Os 16 Dias de Ativismo Pelo Fim da Violência Contra as Mulheres de 2014 tem por objetivo manifestar, apresentar demandas e ouvir as autoridades em torno do grave problema da violência praticada contra as mulheres no município de Cáceres e Região, com ênfase para prevenção e o enfrentamento dos casos de violações de direitos, bem como obter resposta sobre as demandas ora apresentadas no intuito de sermos atendidas, e também na perspectiva de definir estratégias para seu aperfeiçoamento e articular uma “rede de proteção” dos direitos das mulheres capaz de fazer frente aos desafios e perigos a que estas mulheres estão cada vez mais expostas em seu dia a dia.
 
História

Em 1991, com o objetivo de promover debates e denunciar as várias formas de violência contra as mulheres, foi lançada a campanha dos 16 dias de ativismo, para lutar contra toda forma de preconceito, opressão e discriminação sofridos pela mulher.

Atualmente, a Campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres acontece em 159 países. Internacionalmente, ela começa no dia 25 de novembro (Dia Internacional da Não-Violência contra as Mulheres) e termina no dia 10 de dezembro (Dia Internacional dos Direitos Humanos). No Brasil, a Campanha tem início no dia 20 de novembro (Dia Nacional da Consciência Negra), com o objetivo de destacar a dupla discriminação sofrida pelas mulheres negras.

Com as diferentes lutas feministas possibilitou-se a visibilidade da violência de gênero, como uma questão a ser enfrentada nos direitos humanos, por uma sociedade menos individualista, em que o Estado seja mais atuante no âmbito privado.

No Brasil, a cada 15 segundos uma mulher sofre violência. E em a cada 100 mulheres que foram mortas, 72 foram assassinadas por um homem com quem tinham vínculo afetivo ou conviviam no dia-a-dia. Ou seja, namorado, marido, ex-namorado, ex-marido, irmão, pai ou algum tipo de parente.

A violência doméstica é a principal causa de morte e deficiência entre mulheres de 16 a 44 anos de idade e mata mais que o câncer e acidentes de trânsito, em nosso país.

Cerca de 70% das vítimas de assassinato do sexo feminino foram assassinadas por seus maridos ou companheiros, no Brasil.

A violência contra a mulher produz consequências emocionais devastadoras, muitas vezes irreparáveis, e impactos graves sobre a sua saúde física, mental, sexual e reprodutiva.

Dados revelam que, no Brasil, 40% das ações violentas contra as mulheres, resultam em lesões corporais graves decorrentes de socos, tapas, chutes, amarramentos, queimaduras, espancamentos e estrangulamentos.

 Jornal Oeste

Postado em: 01/03/2017 às 14:46:17

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